TBL 5 "A Visa nas redes de atenção à saúde” (20/09/17 - manhã)
Contexto:
O município de Polis e a região
de saúde da qual faz parte estão entre os primeiros do país a implantarem a Rede Cegonha. Esta iniciativa
tem consonância com algumas das metas traçadas pelo município de redução das
mortalidades materna e infantil, que vêm caindo nas últimas décadas, porém
ainda elevadas se comparadas com as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde
e Organização Mundial da Saúde. A mortalidade materna foi de 29,3 por 100 mil
nascidos vivos e a mortalidade infantil em 2015 foi de 10,7 óbitos a cada mil
nascidos vivos e a. Em 2015 nasceram vivas 15.808 crianças no município.
O grupo condutor municipal da
Rede Cegonha é composto por representantes da área de Saúde da Mulher e da
Criança, da Atenção Básica, do Departamento de Gestão e Planejamento e um técnico
da vigilância epidemiológica que também compõe o Comitê de Morte Materna e
Infantil. No grupo condutor regional, coordenado pela Secretaria de Estado da
Saúde, além das representações já citadas, o técnico que representa o Comitê de
Morte Materna e Infantil é um profissional da Vigilância Sanitária Regional.
Polis tem uma rede estruturada de atendimento às gestantes.
Integram a Rede Cegonha em Polis as Unidades Básicas de Saúde, incluindo
aquelas com Estratégia de Saúde da Família, as unidades de Pronto Atendimento,
a policlínica que abriga o serviço de referência de pré-natal de alto risco e o
hospital maternidade. Essas unidades se relacionam seguindo os fluxos e
protocolos de responsabilização pelo cuidado, contando com outros serviços do
SUS como apoio, retaguarda e regulação. Porém, a taxa de partos cesáreos, crescente em todos os
distritos de Polis, é de 62,16% no município e de 45% no Hospital Universitário
Estagira, muito altas se comparadas aos parâmetros estabelecidos nacional e
mundialmente.
Tendo como um dos objetivos
reverter os indicadores de partos cesáreos e considerando o Hospital Universitário Estagira
estratégico para a atenção à saúde na região, pela possibilidade de oferecer
partos e nascimentos mais seguros, os gestores municipal e estadual concordaram
com a inclusão do Hospital
na Rede Cegonha, pleiteada desde 2015. Tal decisão vai ao encontro dos
objetivos estratégicos do hospital dentre os quais promover a mudança do modelo
de atenção, bem como fortalecer a integração com a rede de atenção do SUS
locorregional.
O hospital dispõe de um centro
obstétrico, com 05 salas, tendo realizado 2860 partos no ano de 2015, e comitê
de investigação de óbitos instalado com participação da área técnica de saúde
da mulher e de epidemiologia hospitalar, no qual está incluída a Comissão de
Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
Entretanto, o Estagira tem um longo
histórico com a Vigilância Sanitária (VISA), dada a identificação de várias
inconformidades, particularmente no que diz respeito à estrutura física e
processo de trabalho. Existe uma tensão entre a equipe da vigilância e os
dirigentes do hospital, pois estes acreditam que já fizeram tudo que estava ao
seu alcance para se adequar às exigências apresentadas pela VISA. Em 2013 houve
um surto de vírus sincicial respiratório na UTI de Neonatologia; na ocasião,
verificou-se que havia problemas na edificação, na proporção de profissionais
por leito, no fluxo e nos procedimentos; e ainda, dificuldades crônicas, como a
lentidão para execução de compras e de serviços de manutenção.
Questões:
1.
A atenção
primária é coordenadora do cuidado e ordenadora das redes de atenção. Qual é o papel da vigilância sanitária neste
ordenamento?
a.
Atuar com os
gestores da atenção primária na identificação e gerenciamento de riscos, no
sentido de qualificar a atenção aos usuários neste ponto de atenção;
b.
Participar do planejamento
com os grupos condutores das redes com vistas a contribuir na análise de
situação do território e fortalecimento do papel da atenção primária nas redes
de atenção;
c.
Exercer suas
funções de regulação e vigilância sanitária com vistas à melhoria efetiva das
condições estruturais e de funcionamento das unidades básicas, do SUS e do
demais serviços de saúde do território;
d.
Fomentar a
articulação da vigilância sanitária, gestores locais e conselheiros de saúde,
propiciando espaços de discussão sobre a importância de ações integradas que
visem a proteção da saúde.
e.
Obs: Na discussão
do grupo todas essas letras estão corretas, mas a nossa discussão é eleger a
mais relevante. Nesta questão diante da discussão dos 4 grupos temos que
elaborar uma explicação para a alternativa escolhida. Apesar dos grupos terem
ficado entre b e c, a discussão no final ficou entre b e d. Compreender o papel da atenção primária
como centro de comunicação e de articulação entre os demais pontos de atenção e
sistemas das redes de atenção à saúde; § Entender o papel das equipes de
atenção primária na coordenação do cuidado nas redes de atenção à saúde; § Identificar como devem ser estruturadas as práticas de
saúde das equipes da atenção primária à saúde;
2.
O hospital Estagira
nos últimos anos vem apresentando um conjunto de inconformidades, que representam
riscos e podem comprometer a qualidade da atenção. Como a vigilância sanitária
deve atuar nesta situação?
a.
Estabelecendo uma
interlocução permanente com os gestores do hospital visando assegurar a
efetividade das ações de Visa e as responsabilidades do hospital na prestação
da assistência à saúde;
b.
Utilizando-se dos
relatórios de inspeção e outros registros que a visa possui assim como dos
dados de morbimortalidade hospitalar, para estabelecer um mapeamento da
situação sanitária do hospital;
c.
Utilizando-se de
uma metodologia de categorização de risco em serviço de saúde para estabelecer,
conjuntamente com os gestores do hospital, um plano de ação que discrimine as
intervenções de urgência e de curto prazo na situação sanitária do hospital;
d.
Realizando um monitoramento da situação do hospital para
acompanhar as adequações realizadas e
identificar eventuais problemas novos.
3.
Qual deve ser a
atuação da Visa na implementação da Rede Cegonha municipal?
a.
Apresentar a
descrição detalhada da situação do hospital Estagira do ponto de vista da
vigilância sanitária para os gestores estaduais e municipais do sistema de
saúde
b.
Aproveitar-se da
motivação e dos gestores municipal e estadual para analisar a situação
sanitária dos demais pontos de atenção que integram a rede cegonha
c.
Buscar a
articulação com os responsáveis pela gestão da Rede Cegonha e da Saúde da
Mulher, com vistas a reforçar os objetivos comuns.
d.
Pactuar com o
grupo condutor estratégias para o monitoramento e avaliação do funcionamento da
rede cegonha, na perspectiva da visa
4.
O que a
experiência da implementação da rede cegonha pode proporcionar de aprendizagem
para a vigilância sanitária?
a.
Integração entre
as equipes de vigilância sanitária, epidemiológica, ambiental e saúde do
trabalhador, que executam práticas de vigilância no hospital
b.
Integração das
distintas áreas, como vigilâncias, áreas assistenciais e gestão (urgência,
saúde da mulher, criança, CCIH, segurança do paciente, regulação, entre outras)
c.
Pactuação como
prática que favorece o trabalho dos integrantes na rede e a efetividade da rede
d.
Possibilidade de
utilização / combinação das tecnologias de intervenção da vigilância sanitária
para o controle do risco.
Gabaritos
Nome: ANDRÉ MAGELA
Equipe: CHOCOLATE
Respostas:
QA
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Respostas Individuais
| |||
A
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B
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C
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D
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1
|
X
| |||
2
|
X
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3
|
X
| |||
4
|
X
| |||
QA
|
Respostas da Equipe
| |||
A
|
B
|
C
|
D
| |
1
|
X
| |||
2
|
X
| |||
3
|
X
| |||
4
|
X
| |||
Programação da atividade:
Abertura:
Responsáveis: facilitadores, na região
Momento 1: na região
Responsáveis: facilitadores(as)
Entrega do contexto preparado pelos autores/coordenadores e especialistas do curso
· Leitura individual do texto e realização, individual, do teste de múltipla escolha
· Coleta das respostas individuais dos especializandos
Momento 2: na região
Responsáveis: facilitadores(as)
· Discussão das respostas individuais e busca de consenso nas equipes diversidade (ED) para o mesmo teste;
· Coleta das respostas das equipes;
· Debate entre as equipes. Os(as) facilitadores(as) deverão registrar ao menos um argumento que entenderem mais relevante do debate, identificando a qual questão se refere, e enviar ao IEP.
Neste momento os participantes devem ser estimulados a desenvolver habilidades de comunicação e negociação. O confronto entre os resultados do teste individual e os da equipe visa destacar o valor do conhecimento do outro, a possibilidade de construção coletiva de conhecimento e a adição de resultados pelo compartilhamento dos saberes que cada indivíduo da equipe traz.
Após a segunda votação, as equipes deverão compartilhar e debater, em grande grupo, suas as explicações / argumentações para cada escolha.
Os facilitadores(as) de cada região devem enviar o resultado das duas votações, juntamente com uma questão suscitada a partir do debate ou uma divergência que não chegou ao consenso, para a coordenação do curso.
No encontro de outubro apresentaremos os resultados consolidados e os comentários da especialista sobre as questões encaminhadas.
Momento 3: Avaliação - Utilizar o formato que considerem mais adequado ao momento da região.
Responsáveis: facilitadores(as)
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